Desde o dia que postei aqui um alerta sobre o descuido de alguns na arte de copiar e colar conteúdo alheio, recebi uma avalanche de e-mails com manifestações de toda a ordem, a maioria declarando indignação com gente que, em pleno século XXI, era da modernidade impulsionada pela tecnologia, ainda não aprendeu fazer bom uso do Ctrl+C e do Ctrl+V.
Costumo dizer que, entre a tela de um computador e a cadeira, o teclado costuma ser a peça de maior ‘responsa’. Sobre ele, mãos operam revoluções, compartilham informações, disseminam culturas de naturezas diversas, aproximam e reaproximam pessoas. Vejam, a título de exemplo, o que o Twitter provocou no Irã, as limitações impostas pela Coréia do Norte no tráfego web, a resistência de Cuba quanto ao uso da telefonia móvel e tantos outros exemplos nem tão pretéritos assim.
Quem faz uso da rede “www” deveria saber que o seu atributo principal, denominado “rede mundial”, ganhou novo sentido a partir do momento em que pessoas de diferentes partes do planeta passaram a formar redes sociais, segundo as áreas de seus interesses.
Quem faz uso da rede “www”, repito, também deveria conhecer um pouco mais sobre as questões de segurança. E aí retomo o raciocínio do primeiro parágrafo. No post “Quando a cobra fuma”, a foto que foi estampada resguardou a devida menção de onde foi extraída. De igual forma, cuidei em citar os links que faziam referência ao que havia sido copiado daqui do Café do Richard para um outro endereço.
Não blefei quando disse que acreditava na consciência daquele que, por descuido ou por qualquer outro motivo que seja, copiou e colou foto e texto deste blog. Tanto que, ontem, o post foi retirado. Pena que tal providência tenha sido adotada debaixo de um chororô danado e uma estratégia que, ao que parece, quer inverter o ônus do escorregão no Ctrl+C e Ctrl+V.
E quando falei em segurança, não foi por acaso. Antes mesmo de publicar o primeiro post sobre essa novela, tive o cuidado de salvar a página, o código da página, o IP e outros elementos de registro que não deixam qualquer margem de dúvida quanto ao episódio.
No outro endereço, uma “nova cara” anunciou a necessidade de repaginação do layout, depois da providência de se retirar aquilo que não lhe pertencia.
Aqui, no Café do Richard, tudo continuará como antes. Não só o layout e os post, mas também o respeito e responsabilidade, nas mãos e nas ideias, fazendo jus aos milhares de leitores que por aqui diariamente se servem do café que, como estampado no topo, às vezes é doce ou amargo, quente ou frio.
Assim, dou por encerrado, pelo menos por aqui, o capítulo dessa novela, deixando este post como lauda de um último enredo.
Afinal, este blog já emprestou ibope demais a quem, no mundo da blogosfera, ainda é desconhecido e admite a inexperiência típica de iniciantes.