Café do Richard

Entradas do Outubro 2008

Para diminuir as tensões …

31/10/2008 - 15:49 · Deixe um comentário

Para baixar um pouco a adrenalina dos leitores deste blog, o vídeo abaixo é uma boa pedida. Sugestão enviada pelo leitor e amigo Rodrigo Vitral.

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Ações e reações …

31/10/2008 - 2:01 · 1 Comentário

Quem tiver o hábito de facilmente curvar o pescoço para mirar-se apenas no próprio umbigo, que tenha igual destreza para curvar-se às críticas. Não sendo possível tal exercício, melhor pular este post.

Ontem, durante a festa de aniversário do presidente do TJ-GO, alguém cujo nome será mantido em sigilo indagou-me sobre o “espaço generoso oferecido pelo blog ao juiz Felipe Alcântara Peixoto”, ao mesmo tempo em que criticou “o espaço mingüado destinado aos autores dos comentários”.

Quem perguntou certamente confundiu estrutura de blog com plataforma de fórum de discussão. Vai ver é mais um caso de analfabetismo digital.

Por oportuno, aviso aos desavisados que  aqui ninguém goza de prerrogativa decorrente de cargo ou função.

Os comentários, ainda que carregados de divergências, insatisfações ou inconformismos, receberam o mesmo tratamento – dois deles enviados pelo  juiz, inclusive.

O Café do Richard não cede a gritos nem a pressões.

E não adianta chorar!

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Bastidores do aniversário de José Lenar (continuação …)

30/10/2008 - 22:33 · Deixe um comentário

A festa-surpresa preparada para José Lenar, presidente do TJ-GO, aconteceu instantes depois da reunião do grupo JustiPaz (Comitê do Poder Judiciário pela Paz), no salão nobre do Tribunal de Justiça.

Só para efeito de registro, o Diretor Administrativo do TJ-GO, Stenius Lacerda, também comemorou aniversário neste 30 de outubro. Para os que sentiram a sua ausência na festa de Lenar, eis aí uma provável explicação.

Carlos César de Melo, Assessor para Recursos Constitucionais, foi destacado para cumprimentar e presentear o Presidente em nome dos servidores da Casa. Maria Ivone, esposa do Des. Luiz Eduardo de Sousa, falou em nome do grupo JustiPaz.

José Lenar, por sua vez, arrancou risos ao fazer os agradecimentos. O motivo da graça? Beatriz Figueiredo Franco. Ao lado da desembargadora, Lenar agradeceu a homenagem recebida e brincou: “Até a minha amiga Beatriz veio”. O riso foi geral. Beatriz também sorriu – um riso quase no mesmo tom da blusa que vestia, mas sorriu.

E por falar em Beatriz, as imagens penduradas logo abaixo mostram uns quilinhos a menos na desembargadora. E não é o tal do fotoshop não! Vai ver é resultado do intenso trabalho à frente do TRE-GO e dos problemas (inéditos) enfrentados durante as eleições municipais.

Findos os pronunciamentos, servidores, juízes e desembargadores quebraram o jejum, esqueceram a diabetes e pouco se lixaram para o colesterol. Bolo, salgado e frituras fizeram a festa de quem foi à festa.

Este blog também foi presenteado – por acaso, mas foi. Ganhou mais um leitor: desembargador Floriano Gomes, Corregedor-Geral da Justiça. A seu pedido, anotei num pedaço de papel o endereço do Café do Richard. E enquanto guardava no bolso do paletó a anotação, comentou comigo sobre sua curiosidade em saber o que se passa por aqui.

E vamos às fotos.

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Bastidores do aniversário do presidente do TJ-GO, desembargador José Lenar

30/10/2008 - 16:21 · Deixe um comentário

Para os leitores que durante o dia reclamaram a ausência de um post alusivo ao aniversário do desembargador José Lenar de Melo Bandeira comemorado nesta quinta-feira, o Café do Richard traz uma pitada dos bastidores do “parabéns pra você” entoado nesta tarde pelos servidores, diretores, juízes e desembargadores, no salão nobre do TJ-GO.

Ainda hoje, por volta das 22h, penduro aqui outras imagens.

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Fé irmãos, muita fé …

30/10/2008 - 5:46 · 2 Comentários

Estudiosos do tempo sinalizam chuva em Goiânia na primeira semana de novembro.

Será que o TJ-GO providenciará (em tempo hábil) a instalação de um toldo ou um outro tipo de cobertura no corredor que dá acesso ao elevador externo recentemente inaugurado na entrada do Fórum – Rua 10?

Tenho fé que sim, se Deus quiser!  E Ele quer … em nome de Jesus.

E em nome dos cadeirantes, dos idosos, das gestantes e dos demais portadores de mobilidade reduzida, amém!

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Qual a melhor e a pior Diretoria do TJ-GO ?

29/10/2008 - 7:00 · 17 Comentários

Para que não paire dúvidas sobre a pergunta lançada no título deste post, o que se busca saber é: qual Diretoria do TJ-GO é a mais eficiente?

Antes de se pensar sobre o assunto, melhor ler o que escreveu o juiz Felipe Alcântara Peixoto, da Comarca de Porangatu, em e-mail por ele enviado com exclusividade ao Café do Richard.

Segundo o magistrado, a pior é a Diretoria de Informática, de onde apenas se salva o próprio Diretor (Sr. Antônio Pires), cuja competência ainda é estrangulada pelos seus subordinados. A melhor, sem dúvida, está sob a direção do ilustre Stenius [Diretoria Administrativa], que bem retrata a excelente administração do Des. José Lenar, há muito não vista no Poder Judiciário goiano.”

Juiz que é, Felipe não deixou de fazer constar em suas observações os argumentos e fundamentos necessários à compreensão de sua opinião.

Segue, pois, a íntegra de sua manifestação (e que manifestação !!!). Os grifos e destaques são por conta deste blog.

“Richard, novamente PARABÉNS pelo seu blog! Aliás, em relação ao último post abordando o tema da “jornalista Patrícia Papini”, acrescento que o Café do Richard está na minha barra de favoritos há meses, como também nos computadores de diversos colegas.

Continue forte e não se deixe abalar por esta ou aquela insatisfação, especialmente quando você oportunizou o direito de resposta, copiando e colando a manifestação (na íntegra) daquele(a) que não concordou ou se sentiu “injustiçada” com algum comentário. Apóio sua independência, porque ela encontra amparo na Constituição Federal.

Não seja uma mera extensão da raquítica veia de informação alimentada apenas pela assessoria de imprensa. A propósito, se isto ocorrer (paraplegia do blog), antecipo que serei o primeiro a deletar o Café do
Richard da minha barra de favoritos. O compromisso com a verdade em primeiro lugar.

No mais, gostaria de levantar uma outra questão, que quase sempre passa desapercebida aos olhos dos demais.

Refiro-me à dificuldade que o magistrado goiano encontra para trabalhar com maior intimidade com a informática.

Isto porque o juiz depende, além dos setores que desenvolvem atividade fim (escrivanias, contadorias, etc), quase sempre eficientes, também de Departamentos que desempenham atividade meio, como as diversas Diretorias do TJGO. Destas, em poucas palavras posso afirmar que, sem dúvida, a pior é a Diretoria de Informática, de onde apenas se salva o próprio Diretor (Sr. Antônio Pires), cuja competência ainda é estrangulada pelos seus subordinados.

A melhor, sem dúvida, está sob a direção do ilustre Stenius, que bem retrata a excelente adminitração do Des. José Lenar, há muito não vista no Poder Judiciário goiano. Ninguém é perfeito.

Mais especificamente, passo a ilustrar uma situação vivida e retratada na notícia “Disponibilizado manual para ajudar juízes a utilizar Infojud – ( 23/10/2008 )” no site do TJGO, de onde retiro a seguinte conclusão: se é possível complicar, para que facilitar?

Essa é demais. Vejam só o procedimento (resumido) para ter acesso aos dados da Receita Federal, a ser realizado pelo próprio magistrado:

1) Baixar um manual na intranet (Destinado apenas para explicar os procedimentos e documentos necessários para instituir certificados digitais de pessoa física junto a Autoridade Certificadora – CEF);

2) Providenciar os documentos constantes do manual;

3) Se dirigir até a Caixa Econômica Federal (em Goiânia) e conseguir um certificado digital (um estilo self-service/faça o próprio magistrado);

4) Aguardar o recebimento de um smartcard da Caixa;

4) Agendar um treinamento (quando existente) sobre o Infojud;

5) Ir à Goiânia e participar do treinamento;

6) Agendar o seu cadastramento junto ao Infojud, com a Sra. Suely;

7) Agendar na Diretoria de Informática, por meio do telefone 3216-2202, as instalações nos microcomputadores, referente a softwares nas máquinas dos juízes para permitir o acesso ao ambiente da Receita Federal, pelo Internet Explorer, conforme o caso; e

8 ) Levar o computador (laptop) no Setor de Informática para as adequações necessárias (em Goiânia).

Se eu não estiver enganado e as Diretorias do TJGO estivessem em harmonia, pautadas na celeridade e máxima boa vontade, ainda assim seriam necessárias duas viagens (no mínimo) à Capital, para ter acesso ao sistema, tudo após alguns meses (estou sendo otimista?).

Multiplique estes procedimentos pela quantidade de outros sistemas (Bacenjud, Infojud, detranjud – não me lembro o nome correto – etc), para se ter uma noção da “dificuldade” real que o magistrado encontra para ter acesso às “facilidades” que a informática disponibiliza.

E mais: no meu caso estou a 420 km (Porangatu). Ida e volta, duas vezes, significam 1.680 km rodados. Acrescente-se o tempo parado, aguardando ao telefone os atendimentos (3216-2202).

Enfim, verifica-se um manifesto paradoxo: exigir tamanha maratona de “dificuldades” (viagens, procedimentos, burocracia – ao rótulo leviano de “segurança”), para aparentemente fornecer “facilidades” ao
magistrado na entrega da prestação jurisdicional.

Para reflexão: este fato não está na contramão do plano de metas?

Com a palavra, o mestre Stenius.

Um abraço,

Felipe (JD/Porangatu-GO)”

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E a licença-maternidade de 180 dias às juízas e servidoras do TJ-GO ???

28/10/2008 - 19:15 · Deixe um comentário

Em setembro passado, a Asmego acionou a presidência do TJ-GO para que seja concedido o benefício da licença-maternidade de 6 meses às magistradas e servidoras do Poder Judiciário do Estado de Goiás, com base na Lei 11.770/08.

Confesso que, sobre esse assunto, desconheço providência adotada pelo Sindjustiça.

Enquanto isso, servidoras do STJ, do Conselho da Justiça Federal e dos órgãos de primeiro e segundo grau da Justiça Federal já têm direito à licença-maternidade de seis meses.

Agora, em vez de 120 dias, as servidoras ficarão com seus bebês por até 180 dias.

As portarias que concedem o benefício já foram assinadas pelo ministro Cesar Asfor Rocha.

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28 de outubro: Dia do Servidor Público

28/10/2008 - 8:31 · 1 Comentário

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A crise, na visão das crianças …

27/10/2008 - 8:01 · Deixe um comentário

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Morre irmão do desembargador Floriano Gomes da Silva Filho

26/10/2008 - 23:06 · Deixe um comentário

Faleceu na tarde deste domingo o juiz aposentado Modesto Gomes (foto) presidente da Academia Goiana de Letras e irmão do desembargador Floriano Gomes da Silva Filho, corregedor-geral da Justiça do Estado de Goiás. De acordo com as Assessorias de Imprensa da Asmego e do TJ-GO, o velório está sendo realizado no Parque Memorial de Goiânia, localizado na Rodovia GO 020, Km 08. O sepultamento será amanhã, às 11h30, no mesmo local.

Em maio do ano passado, o desembargador Floriano Gomes da Silva Filho enfrentou a dor da perda de sua mãe, dona Odália Ferreira da Silva, e de sua irmã Jacira Gomes Maquieira.

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Seria bom se o TJ-GO explicasse ao padre o que ele busca entender …

26/10/2008 - 10:10 · 1 Comentário

Se alguém da alta administração do TJ-GO passear por este blog nesse feriadão, que leia, então, o desabafo do padre Luiz Augusto Ferreira da Silva, da paróquia Sagrada Família, publicado na edição de hoje do jornal Diário da Manhã.

E, se possível, que atenda ao clamor do padre e responda os questionamentos endereçados aos homens da Justiça.

Segue, pois, o desabafo:

“Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! (Mateus 5, 10). A cada dia, percebo com mais indignação a injustiça da “Justiça”, o uso do poder pelo poder.

O mais fraco, quando pleiteia sua causa na Justiça, já o faz com medo, com insegurança, porque sabe do tráfico de influência e da corrupção de quem deveria impedi-la e não o faz.

Nos hospitais, nos presídios, nas ruas, nas casas de nossas famílias, há um grito de dor sufocado na garganta e também o medo de até não conseguir sobreviver.

Quem tem dinheiro e amigos influentes tem acesso aos homens e mulheres da Justiça. Poxa, chega de tanta hipocrisia! Uma sentença pode ser mudada a partir do poder de alguém e uma decisão pode ser protelada, dependendo de quem é a parte interessada.

Perdoe-me, se este meu desabafo se torna injusto, mas é que, na prática, eu lido com as mais diversas situações e não consigo entender tanta desigualdade e desinteresse de quem pode fazer acontecer a justiça e não o faz.

Para se ajudar alguém é preciso se colocar no lugar dessa pessoa; e o que é sim, é sim; e o que é não, é não.
Atualmente, tenho a responsabilidade de cuidar de quatro reeducandos. Três com transtorno mental e um que, na CPP, ficou paraplégico. Onde estariam essas pessoas hoje se a minha comunidade não pudesse acolhê-las?

No caso do paraplégico, qual é a ajuda do Poder Judiciário? E se um hospital se recusa a acolher um paciente, quem é que faz alguma coisa? Ah! E quando o advogado falsifica a assinatura do juiz numa sentença e quem denuncia corre o risco de ser processado? Por favor, quero que alguém consiga me explicar por que razão a Justiça se torna, muitas vezes, tão injusta.

No autódromo (próximo a grandes condomínios), proíbem-se determinadas festas, mas no pátio do Goiânia Arena pode acontecer as mesmas festas.

Não, eu não consigo entender e muito menos aceitar essa realidade. Só me resta rezar e tentar amenizar o sofrimento de quem não tem com quem contar.

Com as bênçãos da Sagrada Família!”

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Atenção, gordinhos(as) da Justiça …

26/10/2008 - 9:30 · Deixe um comentário

Um nutricionista do STJ criou uma dieta coletiva para os funcionários da Corte. Quem perder mais peso até o dia 15 de dezembro será premiado com dinheiro, limpeza de pele e drenagem linfática. É o que revela reportagem publicada na edição deste domingo, no jornal Folha de S. Paulo.

A meta do programa, que já está na sua terceira edição, pretende estimular a redução coletiva de peso dos servidores em meia tonelada. Uma balança (que não é a da Justiça) foi instalada na porta do refeitório do STJ.

De acordo com a reportagem, os servidores gordinhos prometeram ao nutricionista Aldemir Mangabeira que não vão comprar panetone nem peru, já que a premiação sai às vésperas do Natal.

A iniciativa teve péssima repercussão, principalmente em razão da origem do dinheiro destinado à premiação .

Segundo o jornal, “até anteontem, o gordinho do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que perdesse mais peso ganharia R$ 700 em espécie (R$ 300 para o segundo lugar). Haveria também a mesma premiação para os falsos magros que perdessem alguns quilos. O dinheiro seria doado por um banco, por meio de cotas de patrocínio. Mas falou-se que os R$ 2.000 sairiam do orçamento do Judiciário. E, de uma forma ou de outra, o presidente do STJ, César Asfor Rocha, não gostou da repercussão e a cúpula do tribunal se reuniu na sexta à noite para discutir o assunto. Ficou decidida uma alternativa à arrecadação do dinheiro. Doações voluntárias dos servidores inscritos, por exemplo. E até agora ainda não se sabe o desfecho e a nova origem da premiação.

Questionado sobre o aporte financeiro da premiação, o nutricionista Mangabeira, autor da idéia, assim manifestou-se: “Vamos arrumar uma outra forma de premiar. Não vai ter banco nem dinheiro público. Também não queremos ter um desgaste interno agora e dizer, ‘pô’ não vai mais ter [a premiação em dinheiro vivo]“.

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TJ-SP mantém 39 juízes como assessores

26/10/2008 - 8:50 · Deixe um comentário

Jornal FOLHA DE S. PAULO, edição deste domingo:

Magistrados atuam na burocracia e não julgam; ao menos 39 mil sentenças deixam de sair por ano, diz desembargador.

Tribunal ignora regimento, e 7 juízes são assessores há mais de 3 anos; questão é tratada com reservas, mas desobediência já foi maior.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo mantém 39 juízes como assessores na cúpula da Corte em funções burocráticas, afastando-os da principal atividade: julgar. O tribunal não cumpre o seu regimento interno, e sete desses juízes não poderiam ter sido reconvocados porque ultrapassaram o limite de três anos no cargo.

Os magistrados Ana Amazonas Barroso Carrieri (assessora do presidente Roberto Vallim Bellocchi), Afonso Celso da Silva (da Seção Criminal) e José Roberto Furquim Cabella (da Corregedoria), por exemplo, são assessores há dez anos.

“Sou contra a convocação, porque é um desperdício de material humano, quando a magistratura de São Paulo não consegue sequer preencher as 300 vagas existentes”, afirmou em julho o desembargador Augusto Francisco Mota Ferraz de Arruda.

A questão é polêmica e tratada com reservas, mas a desobediência já foi maior. Em novembro de 2007, no final da gestão de Celso Limongi, a direção do tribunal mantinha 21 juízes trabalhando como assessores além do prazo regimental. Bellochi reduziu essas exceções a um terço.

A manutenção de 39 juízes assessores, segundo os cálculos de Ferraz de Arruda, significa que, no mínimo, 39 mil sentenças deixam de ser proferidas a cada ano.
“Considerando que a média de aprovados nos concursos é de 60 juízes, dois terços desse total é tirado das respectivas varas para serviços administrativos”, declara o desembargador.

Ferraz de Arruda diz que essa prática é comum nos tribunais, e que o Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justiça também a adotam. Ele ressalva ainda que “os juízes não recebem nem um tostão a mais pela função e que a exercem com o espírito público de bem servir à administração”.

Ele entende que essas funções deveriam ser ocupadas por funcionários do tribunal ou por pessoal contratado. Para resolver o problema, propõe convênios com procuradorias do Estado ou do município, para comissionar procuradores que dariam pareceres.

O desembargador Caetano Lagrasta sugere “um aprofundado estudo das verdadeiras necessidades dos respectivos gabinetes do Conselho Superior da Magistratura”.

Ele propôs, sem sucesso, a presidentes anteriores que as questões mais relevantes e urgentes fossem distribuídas entre os demais desembargadores, com o incremento de comissões, como faz o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

No final de 2007, a juíza Maria Lúcia Ribeiro de Castro Pizzotti Mendes, da 23a. Vara Cível, obteve a lista de juízes que ocupavam cargos de assessoria além do prazo previsto. Ela enviou circular aos candidatos a cargos eletivos, solicitando que fosse respeitado o artigo 216 do regimento interno.

“Há muito tal dispositivo vem sendo esquecido (…), o que, além de contrariar o regimento interno do próprio Tribunal de Justiça, afasta o juiz de sua função precípua, que é a de judicar”, afirmou, na correspondência aos candidatos.

Os 39 assessores estão distribuídos da seguinte maneira: 10 na presidência, 3 na vice-presidência, 3 na Seção Criminal, 4 na Seção de Direito Privado, 3 na Seção de Direito Público e 16 na Corregedoria.

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Juízes e advogados em pé de guerra

25/10/2008 - 13:13 · Deixe um comentário

A revista IstoÉ que chega às bancas neste final de semana destaca a rota de colisão entre juízes e advogados, em decorrência de projeto já aprovado na Câmara e agora em tramitação no Senado.

Confira a reportagem, assinada por Camila Pati.

“O Senado está para votar uma lei que tem colocado em campos opostos juízes e advogados. De um lado estes últimos, que brigam para que o desrespeito aos seus direitos profissionais seja criminalizado. Os advogados se sentem constantemente violados em suas prerrogativas, tais como: acesso aos seus clientes presos e ao processo em trâmite, ou mesmo ser recebidos por magistrados. “Numa democracia, o Estado deve ser controlado e esse controle atende pelo nome de direito de defesa do cidadão”, diz o presidente do Conselho Federal da OAB, Raimundo Cezar Britto. De outro lado, juízes que são radicalmente contra a aprovação do projeto de lei. “Estamos convictos de que isso pode causar um mal-estar entre as categorias do sistema jurídico, porque toda vez que um advogado tiver uma pretensão indeferida ele vai alegar que houve violação de suas prerrogativas”, diz o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares.

A batalha dentro do sistema jurídico brasileiro ganhou mais um capítulo na última semana, quando a OAB paulista resolveu munir os 280 mil advogados do Estado com a Cartilha de Prerrogativas da Advocacia. “Se a violação não é a regra, também não é exceção”, diz o presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB paulista e organizador da cartilha, Sergei Cobra Arbex, justificando a importância de os advogados conhecerem seus direitos.

Para Fernando Mattos, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), o projeto em tramitação no Congresso “é um privilégio odioso e significa criminalizar o ambiente forense”. Para o juiz Guilherme Feliciano, “é inconveniente do ponto de vista políticolegislativo, pois levará associações de juízes, membros do Ministério Público e delegados de polícia a reclamarem, do mesmo modo, a criminalização específica das condutas que lhes violem as prerrogativas legais”. Raimundo Cezar Britto contesta, dizendo que o mal-estar só surge quando os princípios democráticos não pautam a relação. “Só os autoritários não gostam do direito de defesa”, rebate. Para ele, proteger o advogado é proteger todos os cidadãos que têm direito à defesa. “Daí a necessidade de criminalizar a violação das prerrogativas daquele que é o encarregado de exercer o constitucional, sagrado e democrático direito de defesa”, completa.”

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TJ-GO sob reservas …

25/10/2008 - 8:29 · Deixe um comentário

Acabo de assistir ao programa Agenda Judiciária (TV Brasil Central), edição deste sábado, que destacou a programação da Semana do Servidor, preparada pelo TJ-GO.

Sobre os resultados, falaram Jorge Eremita (Diretor da Divisão de Desenvolvimento Humano), Myrian Melo (esposa do Des. José Lenar e Coordenadora do Serviço Social do TJ) e alguns servidores.

E Edson Amorim, Diretor de Recursos Humanos do TJ-GO?

Ou eu cochilei ou Edson novamente fez questão de manter distância dos holofotes.

E o embalo dos servidores na boate Santa Fé, por que não mostraram?

Reserva protocolar?

Talvez.

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Goiânia e seus 75 anos

24/10/2008 - 7:07 · Deixe um comentário

Goiânia completa 75 anos neste 24 de outubro. É a maior cidade do estado de Goiás e o 12º município mais populoso do Brasil, com 2.007.868 habitantes.

Goiânia desenvolveu-se a partir de um plano urbanístico, tendo sido construída com o propósito de desempenhar a função de centro político e administrativo do estado de Goiás.

Fundada em 24 de outubro de 1933, só absorveu a função de Capital em 1937.

O cartaz publicitário acima mostra anúncio de venda de lotes em Goiânia, à época da construção da cidade.

Na imagem abaixo, retrato da Avenida Goiás, feito no ano de 1942.

São registros pouco conhecidos. Mas não custa a este blog relembrar um pouco o passado aos que vivem o presente.

É esta a intenção deste post.

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Quinta-feira. E acabou a semana!

23/10/2008 - 11:32 · 1 Comentário

Está chegando o FE-RI-A-DÃO!

O expediente no Judiciário goiano termina às 18h de hoje e só será retomado na próxima quarta-feira, dia 29, às 8h.

Nesse lapso de dormência judicial, o blog continuará latente.

Enquanto isso, a Justiça descansará em paz.

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Segue a tréplica …

22/10/2008 - 22:58 · 7 Comentários

Aqui, no último dia 13,  a jornalista Patrícia Papini (repórter da Assessoria de Imprensa do TJ-GO) pesou a mão contra este blog. O desabafo parece ter sido escrito à base de nervos.

Pena Patrícia não poder emprestar a mesma coragem para pesar a mão também no exercício de seu encargo como repórter do Tribunal de Justiça de Goiás. Fizesse assim, agradaria a mim e a todos que preferem o verdadeiro jornalismo – o jornalismo puro – ao jornalismo morno.

Sofreu a jornalista. Como sofreu! Triste vê-la desagradando a si própria, carregando nos ombros a obrigação de prestar esclarecimentos a este blog.

Pergunto: por que agiu assim? Se tivesse lido  “O Silêncio Eloqüente”, de Marcílio Toscana, saberia o mal que faz a manifestação forçada dos despossuídos de voz e de direitos.

Árdua é a missão dos que militam sob as rédias das assessorias de imprensa. Não deve ser tarefa simples passar o dia inteiro peneirando verdades para, no final do expediente, oferecer aquela que melhor sirva a seu assessorado. Enquanto isso, verdades nocivas viram resto. E como todo resto, perecem. Ossos do ofício … ossos do benefício.

Fora desse cenário, Patrícia tentou plantar a idéia de que este blog existe para chamar a atenção de alguém. Vai ver agiu assim porque pouco sabe sobre blogs, muito embora, como jornalista, tem o dever de saber o que é conseqüência e o que é finalidade.

Não é objetivo do Café do Richard chamar a atenção de quem quer que seja. Se isso ocorre, é conseqüência, o que não pode ser confundido com finalidade. E não é culpa do blog o fato de juízes, desembargadores, jornalistas e servidores da Justiça terem o endereço deste blog gravado no botão “Favoritos”.

Papini tem razão quando diz que não sou jornalista e que não fiz parte da comitiva que visitou o canteiro de obras. Perde a razão, entretanto, quando vincula essas condições como requisitos para a avaliação do trabalho de um jornalista.

Fosse assim, ninguém poderia emitir opinião ou indignar-se com o episódio que culminou na morte da jovem Eloá, em Santo André-SP, exceto os jornalistas de plantão.

E o que é o trabalho de um jornalista se não a reprodução de fatos e a tradução destes em informação?

Que mal existe em análisar fatos, segundo a consciência e o nível de compreensão que cada um tem sobre o que lê ou assiste?

É possível crer que só à imprensa e seus interlocutores é resguardado o direito de opinião?

Não, claro que não. Isso seria jornalismo cego.

Equivocou-se a jornalista Patrícia Papini quando disse: “[...] O desembargador José Lenar disse – quer isso te agrade ou não – exatamente as palavras que postei como sendo as dele, entre aspas, porque a Assessoria de Imprensa não existe para “adivinhar” tampouco “elocubrar” ou fazer “juízo de valor” sobre o que o presidente, ou quem quer que seja, PENSA.”

Se tivesse conferido antes o texto que ela mesmo produziu, teria verificado que não está entre aspas o trecho seguinte: Após caminhar pelo canteiro na companhia de engenheiros de Engefort, Lenar disse ter constatado que a obra está em franco desenvolvimento.

O que fez a jornalista foi parafrasear o que quer que tenha dito o Presidente do TJ-GO quando visitou as obras do novo Fórum Criminal. Ao fazer uso desse manejo de transcrição, Patrícia Papini permitiu aos leitores – a mim, inclusive – um leque de interpretações.

Diferentemente da Assessoria de Imprensa, este blog é movido por opiniões e juízos de valores sobre fatos e seus protagonistas.

Patrícia fala de frisson, de vaidade e da falta de compromisso deste blog com a verdade.  Será mesmo vaidade o prazer de escrever e o de compartilhar opinião? Será frisson a reação da jornalista revelada em seu comentário? E a verdade? De que verdade Patrícia fala? Aquela que diariamente é peneirada ou a verdade nociva?

Entre ser escravo da verdade ou dono dela,  o blog encara a primeira opção, seja ela doce ou amarga.  Já disse isso aqui, numa outra oportunidade.

Se tivesse lido os mais de 1.600 post aqui publicados, certamente Patrícia não questionaria o compromisso que este blog tem com a verdade e com seus 10.000 visitantes.

Por outro lado, não ouso duvidar do seu compromisso de jornalista, muito menos do prestígio que diz ter perante os magistrados, conforme consignado em seu comentário. Faz sentido. Verdade peneirada sempre agrada.

Noutro ponto, quedo-me aos argumentos de Papini quando diz que este blog não sabe dissociar fato de opinião. E que assim seja para o todo o sempre, amém! Isso é tarefa para jornalista de assessoria de imprensa,  que é pago para não emitir opinião.

Dá pra imaginar um(a) repórter do TJ-GO manifestando opinião sobre o que publica sua Assessoria de Imprensa? Difícil.

Esse é o tipo de dificuldade que este blog não enfrenta.

E para que não digam por aí que blogueiro blefa, reitero o que escrevi aqui no dia 13 de outubro: Lenar diz o que pensa, não o que escrevem.

Na dúvida, confira o vídeo.

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A quem interessar possa …

21/10/2008 - 12:03 · Deixe um comentário

Circula na internet a primeira entrevista feita com o tal Lidemberg Fernandes Alves, responsável pelo assassinato da jovem Eloá, em Santo André-SP, veiculada na TV Record.

O vídeo tem duração de 3min38seg. A certa altura da entrevista, Lindemberg diz:

“A intenção era ficar o máximo de tempo possível com ela, porque eu amava ela. Eu tava pensando em curtir cada minuto com ela, do lado dela.”

“Só beijo no rosto, ela me beijava no rosto … chorava, chorava”.

Confira.

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‘A prestação jurisdicional está deficiente’ …

21/10/2008 - 10:45 · Deixe um comentário

Esse recorte que aparece ao lado é a capa da edição de ontem do jornal DIÁRIO DA MANHÃ. Sob o título “Um só juiz para 12 mil processos“, a matéria revelou que seis juízes lotados na 4° e 6° Varas de Família e Sucessões do Fórum de Goiânia têm, em média, 12 mil processos para julgar cada um, enquanto que nas demais varas a média é de 4 mil.

Segundo a reportagem, a Asmego propôs “distribuição equitativa dos processos pelas diversas varas da Capital, sem discriminação em razão do poder econômico”, como forma de equilibrar o volume de processos entre todas as varas.

Por sua vez, a OAB-GO considerou “inconstitucional a discrepância”. Nas palavras de Miguel Cançado, presidente da seccional de Goiás, “é preciso corrigir essa distorção, que cria um gueto no funcionamento do Judiciário”.

Lauro Machado Nogueira, presidente da Associação Goiana do Ministério Público, disse que a precariedade da Procuradoria de Assistência Judiciária salta aos olhos, lembrando que “a acessibilidade irrestrita à Justiça é garantia constitucional”.

Pois bem. Falaram a Asmego (Associação dos Magistrados do Estado de Goiás), a OAB-GO e Ministério Público.

E o TJ-GO? O que foi que disse?

Para o jornal, nada. Quem leu a matéria, leu também que José Lenar não atendeu a reportagem do DM.  E de  acordo com a Assessoria de Comunicação do TJ, “tudo que o presidente tinha para dizer está exposto no ofício encaminhado à Assembléia Legislativa no dia 5 de maio”.

O assunto voltou à tona na edição de hoje do jornal Diário da Manhã. Com menos ênfase, mas voltou,  trazendo apenas a publicação do comentário de um leitor que assina Edilberto de Castro Dias.

Opinião dele, sábias são as palavras do presidente da Asmego e da OAB-GO.

E fez constar: “a prestação jurisdicional está deficiente”.

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