“Costumo comentar os posts, ou faço comentários afetos diretamente ao conteúdo blogado, não é o caso; apesar de parecer piada a causa que me leva a escrever aqui.
Escrevo hoje fazendo uso desse espaço, democrático, que sei. Faço descaradamente, e por minhas razões, que se bem vistas não são assim tão egoístas, mas vão além. O estopim é o furto de minha bicicleta. Diria até bicicletinha, afinal meu tamanho me fez comprar uma de quadro 16.
O absurdo é o fato do evento ter ocorrido no dia da posse, dentro do estacionamento do Tribunal, o qual é vigiado. Há efetivo policial e vigias, há câmera que alcança ( mas não vê bem – atestei com meus próprios olhos ),havia uma corrente, só sobrou um gominho serrado. Não bastasse levar a bicicleta que não era assim tão cara, mas longe de custar uma bagatela (nova e equipada tal como estava deve somar R$ 1.800,00), o novo dono levou até o cadeado, pelo qual também paguei.
Muitos, se não me conhecem, já sorriram, ou se espantaram, ao me ver pedalar rumo ao trabalho e pelas manhãs trocar a ’sapatilha’ (tênis específico de pedal) pelo salto. A postura tem duas razões, era um veículo para mim, e adorado. Foi-se. Aliás, levaram.
Às massas, digo que sim! Sempre soube do risco de furto, de roubo, de acidente, de todas as mazelas que cercam o ser humano em simplesmente estar vivo. Ok, ok… É verdade! Era uma biciletinha mais ou menos, visada, escrito TREK no quadro, podia ser adesivo, não era. Podia estar escrito Ferro-Velho, não importa, era minha. O fato é que evidenciar as fragilidades de tal veículo, e facilidades de tê-lo usurpado, não diminue a verdade em dizer que não é direito.
Não é direito a Casa da Justiça sediar tal episódio, ainda que isso se dê no pátio, e não nas salas de julgamento. Não é direito a conduta em si, tanto que é ilegal em absoluto. Não é direito o servidor ter seus bens expostos, espoliados, furtados, roubados, o que me disseram os próprios policiais.
Bem, ao falar com os policiais ouvi orientações de como proceder (política preventiva), e o resumo foi um só: não confie na guarda do objeto bike no estacionamento do TJ! Quiçá tivesse eu sido a única vítima de constrangimento semelhante no estacionamento do Tribunal… Não fui, e o pior, temo não ser a última. Por isso disse que minha motivação não é de todo egoísta.
Não gosto de escândalos, gosto de escrever; não gosto da idéia de perder um objeto que associo a bons momentos de minha vida, mas vejo nisso a possibilidade de alerta.
Bem, tem outra coisa, vai que alguém, leitor do Blog, vê uma Trek 3700, azul e prata, quadro 16,com garupeirinha preta em alumínio, pedaleira, e de bônus, com uma correntona e um cadeado! Vai que resgato minha bicicleta?!Bem, o que ouvi, tanto dos vigias, quanto dos policiais, foram quase pêsames.
Ora, na penúltima posse que fui de bike, dia de trânsito intenso de pessoas no TJ, não confiei na guarda. Entrei na sala onde trabalhava com a roda da minha bicicleta nas mãos, o resto dela deixei trancado no mesmo lugar de sempre, próximo ao portão. Virou piada na época, mas na saída, às mesmas 19:00 h, minha bike estava bonitinha me esperando. Dessa vez confiei. Deixei a bike, trancada, mas com a roda! Bastou alguém entrar, abandonar no lugar da minha uma outra bicicleta em ponto de servir de material pra reciclagem, ignorar a segurança, que tem hora pra acabar (18:00h), ignorar a câmera, arrebentar a corrente (era corrente, não era tranquinha), e claro, pedalar! E, considerando a bike abandonada, o estado deplorável em que se encontra, pedalar na minha foi fácil, muito fácil.
Alguns colegas, chegados meus, por conhecerem meu jeito leve não titubearam em brincar dizendo: “Ah, Mari, foi ‘roubo’ não, foi troca!”
Parece piada mesmo, eu mesma ri, mas não é! E depois que o riso passa, e a bicicleta não volta pedalando sozinha, a gente vê que não teve graça alguma.
Aí, como dizem, “É pacabá” !!!”
Comentário enviado pela leitora Mariana Castelo Branco, servidora do TJGO.